Monte Seis Reis Reserva Tinto 2007

É um vinho Regional Alentejano, duma vinha de 50 hectares da zona de Estremoz com solo limo-argiloso.
Possui um grau alcoólico de 14% e uma acidez de 5,0g/l de ácido tartárico.
As suas castas são Touriga Nacional, Syrah e Alicante Bouschet e fermentou com temperatura controlada, seguindo-se uma longa maceração pós-fermentativa.
É um vinho de cor rubi escuro,  boa concentração de aromática com frutos pretos maduros, sugerindo geleia, integrados com algumas especiarias. Na boca é intenso, aveludado e complexo, com taninos firmes, redondos e com um grande final de boca.
Este vinho estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês, seguido de estágio de 6 meses em garrafa. Possibilidade de evolução positiva durante 7 a 10 anos, se conservado em local fresco, escuro e a garrafa deitada.
É ideal para acompanhar caça, queijos e assados.
Deve ser servido a uma temperatura de 16-18ºC e, se possível decantado.


Eu acompanhei com Perna de borrego no forno com Moscatel (ver aqui).






Castas

Touriga Nacional é uma casta nobre e muito apreciada em Portugal. Inicialmente cultivada na região do Dão, rapidamente foi expandida à zona do Douro para ser utilizada na produção de vinho do Porto.
Recentemente, os produtores descobriram o valor da Touriga Nacional na produção de vinhos de mesa tintos e o seu cultivo foi alargado para outra regiões como o Alentejo.
É uma casta de pouca produção: possui cachos abundantes, mas pequenos. Os bagos t~em uma elevada concentração de açúcar, cor e aromas.
Os vinhos produzidos ou misturados com esta casta são bastante equilibrados, alcoólicos e com boa capacidade de envelhecimento.



Syrah é uma casta estrangeira, de uva tinta, muito utilizada na produção de vinhos e presentes em solo português.
É a variedade que se adaptou melhor ao clima rigoroso do Alentejo, ajustando-se facilmente aos calores de verão, às infindáveis horas de insolação e à severidade das temperaturas estivais.
Nos solos quentes e pobres do Alentejo, a casta Syrah presta-se regularmente a uma aproximação típica do novo mundo, consagrando frequentemente vinhos enormes na dimensão e entrega, com muita fruta, alguma pimenta, corpo avantajado e robusto, por vezes poderosos e alcoólicos.

Apesar de não ser formalmente uma casta portuguesa, a Alicante Bouschet está tão enraizada no património colectivo do Alentejo que hoje a assumimos como tal. Na verdade é uma variedade apátrida, nascida do casamento forçado entre as castas Petit Bouschet e Grenache.
É uma variedade tintureira, das poucas raras existentes no mundo, capaz de proporcionar vinhos intensos e carregados de cor, característica que deu origem a uma das sinonímias não oficiais pela qual é conhecida - "Tinta de Escrever".
Em Portugal o seu poiso natural sempre foi o Alentejo.
Entre os seus múltiplos atributos, surgem qualificativos como estrutura, firmeza, taninos... e cor, muita, muita cor! Só raramente é engarrafada sozinha, reforçando a ideia de casta rústica e estruturante, que pode dar origem a vinhos voluntariosos e extraordinários.
Faz maravilhas num lote, acrescentando cor, vigor e volume, como tantos vinhos do Alentejo podem bem comprovar.
Dos seus descritivos aromáticos constam os frutos silvestres, cacau, azeitona e notas vegetais. É, seguramente, a casta estrangeira mais portuguesa de Portugal.

2 comentários:

  1. Deve ser muito bom :) no meu cantinho tenho desfio muito interessante...vem participar...beijinhos

    http://entretralhasepanelas.blogspot.pt/2014/05/passatempo-gourmet-com-sabor-meia-duzia.html

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  2. É sempre bom...saber um pouco mais!!! BJ

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