Para participar no passatempo "Sete anos à mesa com a Laranjinha", do blog Cinco Quartos de Laranja resolvi experimentar este fantástico bolo, proposto pela Isabel Zibaia Rafael, no dia 27 de maio de 2011.
Este bolo surgiu porque eu
pedi à minha maninha para me fazer um bolo de alfarroba, como sobremesa num
almoço de domingo.
Sim, porque apesar de ser eu a
ter um blog de culinária, a pasteleira da família continua a ser a minha
maninha.
Por favor, dizia eu… Naquele
sábado, fui ao supermercado e comprei a farinha de alfarroba e, no domingo
quando cheguei a casa lá estava o bendito bolinho de alfarroba.
Como aos fins de semana, se
junta quase sempre toda a família (e somos cerca de 13) para o cafezinho no fim
do almoço (pois as casas da minha mãe e da minha tia são lado a lado), os doces
não resistem demasiado tempo…
Quase todos disseram que o
bolo era de chocolate e, nós (eu e a minha irmã) riamos, dizendo que o bolo não
tinha qualquer vestígio de chocolate.
Por fim, revelámos o famoso
ingrediente secreto que todos adoraram.
Reza a história que São Valentim (ou Valentinus em
latim) é um santo reconhecido pela Igreja Católica e igrejas orientais que dá o
nome ao Dia dos Namorados. Em muitos países, onde celebram o Dia de São
Valentim. O nome refere-se a pelo menos três santos martirizados na Roma
antiga.
O imperador Cláudio II, durante seu governo, proibiu a
realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e
poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens, se não tivessem família,
alistar-se-iam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a
celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim
e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim
foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam
flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as
pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega, Astérias, filha
do carcereiro, a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os
dois acabaram apaixonando-se e, milagrosamente, a jovem recuperou a visão. O
bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte
assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada. Valentim foi
decapitado em 14 de fevereiro de 270.
Entretanto, desde 1969 sua data não é mais celebrada
oficialmente pela Igreja Católica em função da precariedade de comprovações
históricas que levam em questão até mesmo a sua existência.
Como não
posso estar com o meu marido, e sempre namorado, Fernando, envio-lhe
virtualmente umas panquecas do amor com 1001 beijinhos de saudades.